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O que dizem de Istambul 2

Quarta-feira, 17 de Fevereiro, 2010

Istambul, como toda a cidade imperial, é uma mistura de culturas, um terreno acolhedor para povos diversos, uma Torre de Babel. Aqui a Ásia, o Transcáucaso e os Balcãs encontram-se, a Tartária e a Arábia convergem, o Mar Negro e o Mediterrâneo juntam-se, os Muçulmanos, os Cristãos e os Judeus rezam, o antigo e o moderno confrontam-se.

Ates Orga, Istanbul: Poetry of Place

Teria de ser verdadeiramente maçador o visitante que não fosse capaz de encontrar, a certas horas ou sob certa luz, um lugar na cidade que não segredasse “o que é passado, ou presente ou o que virá”. Pois Istambul é ainda Miklagard (a Grande Cidade) dos Vikings, é a Maçã Vermelha dos Turcos. A marca do conquistador ainda está na sua coluna e a ambição impiedosa de uma imperatriz está gravada num mosaico. Estava certo Yeats: muitos momentos de grandeza e decadência ecoam pela cidade moderna, produzidos pelas vozes dos vivos e dos mortos.

Jason Goodwin, no prefácio de Istanbul: Poetry of Place

O que dizem de Istambul 1

Sexta-feira, 22 de Janeiro, 2010

” Istambul pode não ser a cidade mais magnífica do mundo, mas é de certeza a mais magnificamente situada”. (S. Kinzer)

“Chegar a Constantinopla numa bela manhã, é, acreditem, um momento inesquecível da vida de uma pessoa”. (A. L. Croutier)

[Istambul] Balança entre o passado e o futuro, o cosmopolitismo e o nacionalismo, a memória e a amnésia – uma cidade em dois continentes, entre a Europa e a Ásia”. (A. Grossbongardt)

“A marginal, ao lado do Mar de Mármara, está cheia de árvores, há ruelas para os joggers, e por todos os lados se vêem parques infantis. O trânsito é infernal, mas as bermas das ruas estão tratadas e os passeios limpos. Onde as vias sujas que imaginara? Onde os becos imundos? Onde os cães escanzelados? Afinal, do ponto de vista sanitário, o Oriente não era tão mau quanto supusera.” (Filomena Mónica)