O que dizem de Istambul 2

Istambul, como toda a cidade imperial, é uma mistura de culturas, um terreno acolhedor para povos diversos, uma Torre de Babel. Aqui a Ásia, o Transcáucaso e os Balcãs encontram-se, a Tartária e a Arábia convergem, o Mar Negro e o Mediterrâneo juntam-se, os Muçulmanos, os Cristãos e os Judeus rezam, o antigo e o moderno confrontam-se.

Ates Orga, Istanbul: Poetry of Place

Teria de ser verdadeiramente maçador o visitante que não fosse capaz de encontrar, a certas horas ou sob certa luz, um lugar na cidade que não segredasse “o que é passado, ou presente ou o que virá”. Pois Istambul é ainda Miklagard (a Grande Cidade) dos Vikings, é a Maçã Vermelha dos Turcos. A marca do conquistador ainda está na sua coluna e a ambição impiedosa de uma imperatriz está gravada num mosaico. Estava certo Yeats: muitos momentos de grandeza e decadência ecoam pela cidade moderna, produzidos pelas vozes dos vivos e dos mortos.

Jason Goodwin, no prefácio de Istanbul: Poetry of Place

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