Arquivo da Categoria ‘Pessoas’

Às portas de Istambul ….

Quinta-feira, 27 de Setembro, 2012

Um amigo que conhece bem o nosso gosto por Istambul enviou-nos um poema com o título “Viver Istambul”. Lemos e reconhecemo-nos em tantas imagens registadas nos vinte e sete versos. Não trazia identificada a autoria e, por isso, procurámos pesquisando no Google, inquietando entendidos nas lides poéticas … mas nada! Sabemos que foi publicado numa terça-feira, precisamente a 11 de Agosto de 2009, no blog “Memória do Mundo” que já se calou há muito. Enviámos emails para um endereço que se deve ter perdido em qualquer esquina virtual. Imaginamos que pode ser uma mulher por associação ao nickname Mnemosine e ao tríptico do cabeçalho.

Gostávamos de identificar o/a autor/a e, por isso, este post. Quem sabe se alguém que nos lê sabe de quem são estes versos que tão bem contam Istambul. Não podemos oferecer uma viagem à cidade a quem nos der a informação mas ficaríamos muito gratos!

Aqui fica o poema de um(a) desconhecido(a):

 

Viver Istambul

Às portas de Istambul  ficam

Pensamentos carregados, abandonado

À sua sorte nos sapatos

E o chão, percorrido de tapetes

Por onde passam, a todo o momento

Gatos

Agracia os nossos passos

Os altos minaretes

Indicam a direcção de novos pensamentos

O olhar eleva-se a

Um sereno céu turquesa

E ai fica, reverenciando

As alturas das mesquitas, dos palácios,

Guardiões repousados

Em profunda meditação,

Pressentindo só a silenciosa presença

A brisa delicada do Bósforo

Empoalha de ouro a minha pele

Pelo ar, alecrim e açafrão

Parados

Uns olhos húmidos cativam os meus

Oferecem-se a uma memória

Istambul enche a minha alma de céu

Os meus-teus braços

Erguem-se ao azul

E rodopiam, ora em transes derviches,

Ora em ritmos de harém.

 

Istambul por outros olhos

Quarta-feira, 4 de Abril, 2012

 

Não é fácil aceitar outros olhares sobre um lugar que julgamos conhecer bem e que amamos. Por isso, foi feliz o encontro com o texto de reportagem da jornalista Ana Cristina Pereira publicado no FUGAS do jornal PÚBLICO: reconhecemo-nos, reconhecemos os lugares associados a sentires únicos e redescobrimos sítios e paisagens. Por isso, faz todo o sentido integrarmos no nosso blog a reportagem que foca o lado lunar de Istambul e, por isso, o seu lado luminoso. Já on line, pode ser lida AQUI.

A acompanhar as palavras da jornalista as fotografias cúmplices de Vitor Costa, a preto e branco, a condizer com o texto. Reproduzimos aqui algumas.

Visitem a reportagem porque há muitas maneiras de visitar ou revisitar Istambul. Esta é, seguramente, aliciante!

 

Os pescadores de Istambul

Segunda-feira, 26 de Dezembro, 2011

Sempre admiramos os pescadores que passam horas e horas agarrados à cana de pesca com os olhos postos num eventual movimento denunciador da presença de peixe. Nunca ousamos falar com nenhum com receio de interromper o que parecem ser profundas reflexões sobre o mundo, a vida e sabe-se lá que mais.

Achamos os pescadores de Istambul especiais, porque são muitos, mesmo muitos, ao longo das vastas margens do Bósforo e do Mar de Mármara, e não é exagero dizer-se que fazem parte da paisagem da cidade. Vimos, na ponte Galata, talvez a maior concentração de pescadores por centímetro quadrado: de dia e de noite, a ponte está cheia de pescadores, muitos dos quais controlam mais do que uma cana.

O calor intenso do Verão, a chuva e a neve de Inverno, não esmorecem a militância da pesca. Cobrem-se de plástico quando a chuva é intensa e, nas noites geladas, levam aquecedores a gás que partilham. Aliás, deve ser a única coisa que dividem entre si porque a sabedoria, a arte, é de cada qual …

O silencio é aqui mesmo de ouro e até os vendedores de milho assado, simit, doces e frituras se aproximam suavemente, comunicando por gestos não vá o peixe espantar-se. O barulho dos carros, dos ferries e dos barcos que cruzam a ponte por cima e por baixo, não conta, parecendo não perturbar nem pescadores nem pescaria. A saída de peixe é frequente e dá gosto ver no fio dançarino um peixe que num ápice aterra em baldes cheios de água.

Confessamos que somos mirones interessados em pescadores, sobretudo os de Istambul e, muito especialmente, os que pescam no tabuleiro da ponte que une as margens separadas por um braço do Bósforo. Percorrer a ponte Galata de dia e de noite vale pela paisagem que se desfruta e vale muito também pelos pescadores que a habitam.

 

O restaurante na prisão

Sexta-feira, 25 de Março, 2011

Apesar de termos subido muitas vezes a ladeira onde fica o restaurante «The Galata House», não o descobriríamos não fora o Tiago Salazar. Por palavras e por escritos, o jornalista andarilho avisara-nos que não podíamos deixar de ir ao encontro do “turco anarquista” Mimar Mete Göktug, dono do restaurante que ocupa o edifício que foi a prisão inglesa de Istambul durante a I Guerra Mundial (1904-1919).

Em 1991, dois arquitectos – Mete e a sua mulher Nadire – compraram a prisão tendo dedicado oito anos a restaurar o lugar de má memória. Os três pisos testemunham a sua origem e percebe-se que foram mãos entendidas e sábias que desenharam a minuciosa recuperação.
Apresentámo-nos como amigos do Tiago Salazar e Mete, no português doce do Brasil, deu-nos as boas-vindas e levou-nos para uma mesa no 2º piso junto à janela. Lamentou não poder dar a atenção que dois portugueses mereciam mas sobrava trabalho porque o restaurante estava cheio.

No vai e vem do leva e traz, foi-nos contando a razão da sua atracção por Portugal e pela cultura portuguesa: um encontro no Brasil com um grupo de oposicionistas portugueses, mais precisamente um grupo de resistentes comunistas, acordara o seu interesse pelo país. Aderiu ao ideário marxista, tendo o tempo ditado a desilusão com as suas expressões práticas. Hoje, declara-se um defensor do «anarquismo científico» e procura pelo desenho, pela pintura e pela poesia situar-se no mundo.
Ama Istambul, a sua cidade, reconhecendo muitas identidades com Lisboa: a situação geográfica que proporciona uma luz especial reflectida pelos seus estuários e também a nostalgia que marca os dias das duas comunidades, o fado, o “huzun”.

Na sala onde jantámos, o piano testemunhava os interesses e as memórias dos dois arquitectos, dominando os registos de Nadire. Soubemos que são frequentes os serões em que o piano acompanha poemas ditos e cantados, alternando com conversas e debates. As vozes de Camões, Bocage e Alexandre O’Neil são presenças fortes e também os fados de Amália e de Marceneiro. Na altura, nada disto nos pareceu estranho ou insólito …
Mas passemos agora para a mesa: o menu traduz uma conjugação inesperada das culinárias do turco Mete e da caucasiana Nadire. Assim, começámos com uma selecção de “meze” (entradas turcas) que quase constituem uma refeição.

Como pratos principais acolhemos duas sugestões georgianas: “Çakapuli”, um estufado de borrego com molho de estragão e de ameixas, e “Ostri”, um goulash de carne de vaca com tomate, amêndoas, cogumelos e coentros. Para sobremesa mantivemos as mesmas coordenadas geográficas e saboreámos “Kuş Sutu”, um bolo georgiano de chocolate coberto com merengue que pintámos com chocolate derretido.

Despedimo-nos prometendo voltar e continuar uma conversa que prevemos sempre inacabada. Em silêncio, descemos a rua olhando com mais atenção os prédios neo-clássicos, marcas do antigo poder da zona. Ouvíamos os nossos passos na noite e, ao descer as extraordinárias escadas hexagonais, percebemos mais uma vez que as viagens são sobretudo feitas de encontros inesperados. Nunca imaginámos encontrar um turco e uma caucasiana que celebram a cultura portuguesa num restaurante em Istambul que foi uma prisão inglesa.
Afinal, tudo ou quase tudo é possível!

(mais…)

Encontro de chefes

Sexta-feira, 18 de Fevereiro, 2011

São raras as oportunidades de se participar numa experiência gastronómica que junte chefes de países diferentes na celebração da arte de bem comer. Pois tivemos a sorte de participar num jantar em que o chefe Albano Lourenço partilhou a sua cozinha do Restaurante Boca do Lobo (Hotel Infante Sagres, Porto) com um dos mais reputados nomes da gastronomia de todo o mundo: o chefe turco Musa Dagdeviren.

O primeiro encontro deu-se na própria cozinha do hotel e logo aí deu para perceber que a boa disposição, a cumplicidade e o entendimento mútuo eram grandes. Através de Albano soubemos que Musa se deliciou no mercado do Bolhão à procura de produtos frescos e cheirosos. Admirou-se que a venda fosse feita essencialmente por mulheres, ao contrário do que acontece na Turquia em que nos mercados os vendedores são homens.

O chefe Musa é uma personagem muito particular: privilegia a gastronomia feita pelos pobres porque na sua opinião a grande arte de cozinhar é transformar produtos simples e baratos em manjares elaborados, requintados e saborosos. Este conceito tem-no levado a investigar a arte da cozinha turca mais antiga através da investigação documental e dos testemunhos que recolhe viajando por todo o país.

Por isso é que durante o jantar nos perguntava qual o melhor livro de cozinha portuguesa, se há comidas especiais para eventos especiais (casamentos, baptizados, velórios, festas), como usamos as especiarias, etc. Mas esta preocupação não é resultado de uma mera curiosidade: edita uma revista Yemek ve Kültür (Comida e Cultura) em que com a colaboração de historiadores procura recuperar os sabores esquecidos das antigas receitas para fazer o seu registo e depois as produzir dando-lhe uma interpretação pessoal. O design gráfico da revista condiz com a qualidade dos temas.

São famosos os seus três restaurantes em Istambul que ficam em Kadıköy, na zona asiática da cidade: Çiya Kebap, Çiya Kebap II, and Çiya Sofrasi. Ora, experimentar estes lugares e recomeçar a conversa com Musa são razões mais do que fortes para voltar a Istambul.

Deixamos aqui a ementa em que as duas gastronomias se fundiram numa proposta que se revelou inesquecível. Convém confessar que os vinhos turcos ajudaram à festa dos sabores: este encontro entre o Ocidente e o Oriente enquadrava-se na 3ª Conferência Internacional de Enoturismo que se realizou no Porto organizada pela DOC DMC.

Aqui se regista o menu que degustámos. Que a água vos cresça na boca que é sinal de saúde e boa disposição para a vida!

• Bacalhau à Brás
• Coelho “Tavsan Ovmasi”
• Salada de Vieiras caramelizada, vinagreta de manga, redução de beterraba e vinho do Porto
• Sopa de lentilhas vermelhas com bulghur
• Filete de pregado com puré de bola de aipo com crosta de broa de Avintes e molho de açafrão
• Cherry Kebab
• Sinfonia de sobremesas Musa & Albano
Café e infusões

Beringelas, figos, conversas e

Sábado, 8 de Janeiro, 2011

Eveline Zoutendijk é uma holandesa com um percurso de vida muito peculiar. Tirou o Grande Diploma de chefe de cozinha no Le Cordon Bleu de Paris e integrou uma equipa de dezasseis homens na cozinha de um restaurante com estrelas Michelin, na Holanda. Trabalhou no Hotel St. Regis, em Nova Iorque e “abriu” o Four Seasons George V, em Paris. Em 1997, decide viajar pelo mundo e, em Maio desse ano, a Turquia causa-lhe um forte impressão.
Dois anos depois, toma uma decisão radical: mudar-se para Istambul e aí reorganizar a sua vida. Depois de várias experiências, decide abrir um espaço próprio – Cooking Alaturca – onde, para além de um restaurante, dá aulas de cozinha otomana.

Descobrimos este lugar no Google, quando procurávamos aulas de culinária turca. Consideramos que a gastronomia é uma das mais fortes manifestações da cultura de um povo e as experiências que já tínhamos tido noutras viagens mostraram que as aulas de culinária misturam os ingredientes prescritos nas receitas com a História do país.
Às 16:00 apresentaram-se os candidatos a aprendizes de feiticeiro na aventura da gastronomia otomana: dois jovens casais australianos e dois canadianos (pai e filho).
Eveline avisa que vamos ter que “meter a mão na massa” e, por isso, há que pôr aventais. O chefe turco Feysi, apesar do inglês elementar, fazia-se entender através de gestos eficazes. Os dois conseguiram que o grupo se organizasse e ao longo de duas horas preparámos cinco pratos.

Para além de uma deliciosa sopa de lentilhas vermelhas e bulgur com menta seca e pimento vermelho, preparámos uma entrada com espinafres e queijo a que se seguiu a perna de borrego abraseada e estufada com legumes e com um acompanhamento muito especial e que já reproduzimos várias vezes desde que chegámos: beringela fumada.

Merece, por isso, uma atenção especial: pega-se na beringela e coloca-se directamente sobre o fogo (na chama do fogão a gás ou no braseiro do churrasco) A beringela está pronta quando a pele se apresenta tostada e que se retira facilmente pegando pelo pé com a ajuda de uma faca. Corta-se aos pedacinhos e esmaga-se em puré com um garfo. Envolve-se com um pouco de molho bechamel e assim fica pronto um acompanhamento delicioso e com um sabor único. Se em Portugal se diz que há mais de 1000 maneiras de se cozinhar bacalhau os turcos utilizam a mesma expressão para a beringela. A fumada é uma das nossas preferidas.

Depois de tudo preparado fomos para a mesa onde se misturaram os cheiros das especiarias, os sabores surpreendentes, as experiências vividas em Istambul com histórias de vida tão diferentes mas tão parecidas no gosto pela boa culinária e pelo prazer de viver a cidade.

À sobremesa comemos figos recheados com nozes que fizemos estagiar numa calda de açúcar, água, um gomo de limão e cravinhos. Terminámos a refeição com um café turco que Feysi fez questão que preparássemos.

No fim, despedimo-nos; nós e os outros aprendizes, percebemos que seria difícil voltarmo-nos a encontrar. Mas talvez no Canadá e na Austrália a beringela fumada, a sopa de lentilhas, o borrego estufado ou os figos tenham trazido à memória as horas em que juntos partilhámos os sabores da cozinha otomana.

NOTA
O preço da sessão e do jantar é de cerca de 60€ por pessoa.
Localização – Akbiyik Caddesi 72ª, em Sultanahmet
Site – http://www.cookingalaturka.com/

Um francês apaixonado

Sexta-feira, 27 de Agosto, 2010

Foi já em Istambul que conhecemos uma história de amor associada à cidade: Pierre Loti, pseudónimo do escritor e oficial da marinha francês Julien Viaud, apaixonou-se perdidamente por Aziyade, mulher de um abastado homem de negócios que vivia numa grande casa de madeira numa das ruas de Sultanahamet. Com o apoio de criados de confiança e amigos manteve um escaldante e perigoso romance clandestino. Diz-se que de noite a bela turca de olhos verdes saía de casa para se encontrar com Loti num barco no meio das águas do Bósforo. A novela “Aziyade”, que publicou em 1879, é considerada por muitos uma mistura de romance e de autobiografia.

Mas não foi só pela bela turca que Loti se apaixonou: a cidade tomou-lhe também o coração e Aziyade e Istambul ficarão intimamente ligadas. As colinas, o Bósforo, o recorte das duas partes da cidade nos céus, ora azuis ora cinzentos, o modo e o ritmo da vida, os cheiros e os sabores marcaram a sua vida e as suas memórias até morrer.

Para usufruir de uma paisagem privilegiada alugou uma casa no cimo de uma colina onde todos os dias podia desfrutar dos reflexos dourados do pôr-do-sol no Bósforo. É perto desse local que fica o café Pierre Loti, sem dúvida um dos lugares a não perder em Istambul.

Começámos por entrar na livraria junto ao café e não resistimos a comprar o livro Constantinople escrito em 1890 que começa assim: “É com inquietação e uma grande melancolia que começo este capítulo do livro. Quando pediram para o escrever, quis recusar fazê-lo; mas pareceu-me uma espécie de traição para com a pátria turca – e, por isso, aqui estou.” As sessenta e seis páginas dedicadas a Constantinopola /Istambul interrompidas por imagens da época mostram que a cidade de hoje mantém o ambiente que a torna única.

Loti morreu em 1923 em Hendaia, cidade basca no lado francês. E foi na cidade basca de Bilbao que no início de Agosto encontrámos  no Museu Guggenheim  Pierre Loti pintado por Henri Rousseau. O retrato é enigmático e perturbante, como enigmática e inquieta foi a sua vida.

(mais…)

A preto e branco

Quinta-feira, 19 de Agosto, 2010

Ozan Sagdic realizou a primeira exposição individual de  fotografia em 1959 e nesse mesmo ano fez uma exposição conjunta com Ara Guler, a referência da fotografia turca.

A sua carreira divide-se entre o fotojornalismo, o trabalho gráfico para revistas e a fotografia como forma de expressão das suas preocupações sociais e inquietações estéticas. Em 1985 foi nomeado “Artista do ano” pelo Art Council.

No âmbito das iniciativas de Istambul Capital Europeia da Cultura pode-se ver, até 3 de Setembro, parte do trabalho de Ozan Sagdic numa exposição de fotografia “Istambul na década de 50” na Fototrek Gallery na İstiklal Street.

Aqui ficam alguns dos seus trabalhos. A preto e branco.

O Olho de Istambul

Segunda-feira, 8 de Março, 2010

Não é por acaso que Ara Guler (1925) é considerado o Fotógrafo de Istambul ou o Olho de Istambul: quem projectar uma visita a Istambul deve ver o trabalho de Ara Guler aproveitando, por exemplo, a exposição Istambul Perdida (Lost Istambul) 1950-1960 que está no CCB no âmbito do festival “Pontes para Istambul”.

A cidade está diferente, porque se passaram muitos anos mas reconhecem-se espaços, situações, sítios, pessoas e, sobretudo, o sentimento de nostalgia, de melancolia, o “huzun” (palavra de difícil tradução) que Pamuk no seu livro “Istambul – Memórias de uma cidade” comenta e ilustra

Pamuk, precisamente nessa obra, reproduz 54 fotografias de Ara Guler e confessa que foram muitas dessas fotografias que desencadearam memórias adormecidas da sua infância e adolescência em Istambul.

E  por vezes (… ) ao observar a magnifica fotografia que me evocava uma recordação muito antiga e recorrente, eu apressava-me, como num sonho, por reter cada reminiscência ou por anotá-la. Os inesgotáveis e incríveis arquivos de Ara Guler, que suscitam em mim o prazer visual e a embriaguez das recordações, constituem a melhor memória da vida e das paisagens de Istambul desde 1950”.

O vídeo Black and White combina uma boa sequência das fotografias de Ara Guler com a música dos Nightwish.

A ver, mesmo AQUI

(mais…)

Pamuk um guia indispensável

Quarta-feira, 13 de Janeiro, 2010


Antes de uma viagem, procuramos conhecer alguma coisa sobre o sítio para onde vamos. Os nossos guias preferidos são os da Lonely Planet porque nos têm dado informações muito oportunas e rigorosas. Mas nesta ida a  Istambul tivemos um guia muito particular: o livro Istambul Memórias de uma Cidade de Orhan Pamuk, prémio Nobel da Literatura de 2006. Assumimos a afirmação: não se pode ir a Istambul sem ter lido o livro que abre com a citaçãoA beleza de uma paisagem reside na sua tristeza” (Ahmet Rasim)

(mais…)