Os dervixes em Portugal

O facto de Istambul ser este ano uma das capitais europeias da cultura motivou um novo interesse sobre a cidade e sobre a Turquia. O “Festival Pontes para Istambul” no Centro Cultural de Belém e as iniciativas desenvolvidas pela Associação de Amizade Luso-Turca trouxeram a Portugal a literatura, a música, a dança, o cinema, a pintura, a fotografia e outras manifestações culturais turcas.

O carácter enigmático da dança dos dervixes justificará a grande afluência de público nos doze espectáculos realizados nas cidades do Porto, Évora, Braga, Portimão, Coimbra, Aveiro e Lisboa. Foram muito diversos os espaços onde se realizaram os espectáculos de dança e música sufi: igrejas, teatros, museus, auditórios de universidades e associações culturais, câmaras municipais…

No Porto, o Museu Soares dos Reis abriu o seu espaço ao espectáculo Sema. Para quem conhece o museu foi uma experiência nova percorrer de noite os espaços habitados por Aurélia de Sousa, Henrique Pousão, Soares dos Reis e Teixeira Lopes até chegar ao auditório. Durante duas horas a música e os dervixes rodopiantes trouxeram uma parte da Turquia a uma sala que foi pequena para tanto público.

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4 Comentários a “Os dervixes em Portugal”

  1. Sónia diz:

    Olá:

    Tive a oportunidade de ver um espectáculo de Dervixes há cerca de 3 anos atrás, na Turquia. Foi realmente interessante e magnifica a entrega que se sente.
    Onde poderei consultar as datas dos espectáculos? Vi que uma das cidades destino é Braga… gostava de saber onde.

    obrigada

  2. istambul5dias diz:

    Infelizmente para si, estes espectáculos realizaram-se em Março. Se tivermos conhecimento de iniciativas semelhantes, anunciaremos no blog. Entretanto, pode ver alguns vídeos no post “Dervixes”.

  3. Sónia diz:

    Pronto… cheguei tarde :(

    Na falta de outro contentar-me-ei com os vídeos :)

    Obrigada

  4. Joao diz:

    “alguns dizem que o coração de Istambul está cheio de Deus e que a presença do Altissimo tem qualquer coisa de carnal, como se cidade fosse um olho pousado sobre o grande corpo divino, com todas as suas nascentes a correr, as flores e os cachos de uva dos mosaicos e as águas do Bósforo, onde corre o infinito da luz. Se todos os povos vieram do lado desse primeiro Oriente, que foi também durante muito tempo a capital e o conservatório da Europa, não foi apenas, como dizem, por causa da fundação real da cidade sobre as extremidades de dois continentes, nessa confluência da Ásia e da Europa. Havia outra coisa…”

    in Istambul, de Daniel Rondeau

    gosto muito do blog! Abraço

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