De volta a Istambul

Chegámos ontem dia 1 ao fim da tarde e fomos surpreendidos com uma inesperada temperatura de cerca de 20º. A saída do aeroporto foi rápida mas a viagem até ao pequeno hotel na zona de Sultanahmet demorou mais de 30 min.O trânsito do aeroporto até ao centro é intenso e quase caótico. Chegados ao hotel, decidimos pousar as malas e satisfazer um desejo adiado: comer peixe frito num dos restaurantes da Ponte Gálata.

Atravessámos a ponte, como de costume, estava com a lotação de pescadores quase esgotada: dos dois lados, dezenas de canas de pesca eram observadas com atenção. O mais pequeno movimento provocava o sobressalto do proprietário e dos pescadores vizinhos, sempre em actividade constante: pôr isco, mudar chumbeiras, rematar fio, ajeitar o peixe pescado.

Descemos para a parte inferior da ponte onde restaurantes de peixe se alinham. Resistimos aos apelos dos que em turco parece que nos ofereciam peixe fresco a bom preço. Escolhemos o “Fish Point” pelo nome, por ser o último restaurante de uma das bandas e, sobretudo, por ter só clientes turcos. Pedimos peixe frito em pão. O empregado não escondeu a sua decepção: afinal, seria de esperar de turistas europeus mais arrojo.

Em poucos minutos chegou um pão aberto com o peixe à espreita acompanhado por uns farrapinhos de alface a dar o ar da sua graça. Como achamos que, quando comemos, comemos também o que está à volta, podemos dizer que o cenário assegurou um repasto de luxo: as mesquitas iluminadas por entre as casas, os vapur a navegar silenciosamente sobre o som das ondas do Bósforo … A cavala frita soube a divina iguaria.

Achamos que a noite não podia acabar ali: fomos à procura das doces baclava na rua Isketlal que, às 11 horas da noite, estava cheia de gente. Para finalizar em beleza, fomos beber um chá de maçã ao Café Ara, propriedade do grande fotógrafo Ara Guler. Numa das paredes estava uma das suas fotografias da Ponte Gálata com mais de 30 anos. Reconhecemo-la tal qual. Um dia destes, voltaremos com mais tempo à ponte e ao café.

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10 Comentários a “De volta a Istambul”

  1. Para vocês duas palavras: In-veja! Aproveitem *

  2. Paulo Martins diz:

    Tive esta experiência em agosto na altura do ramadao. Toda a gente a aguardar o fim do jejum por volta das 20h e pouco. Muitas saudades …

  3. Alda Sousa diz:

    Que inveja!!!

    Dizem, mas não confirmei, que o Ara Guler mora por cima do café e que aí almoça muitas vezes.

    Se não a visitaram das outras vezes, tentem ir à Livraria Pandora, numa transversal da Istiklal Caddesi, mais perto de Taksim Square.

  4. Adorei a vossa descrição e cada vez mais me aguça a vontade indómita de me deslocar a Istambul!

  5. Lurdes Fidalgo diz:

    De volta a Istambul ??? que saudades dessa tão bela e surpreendente cidade, onde a vida pulula a cada instante!
    Boa viagem1 Ficamos todos à espera de boas fotos!
    abraço

  6. Antônio Augusto Mayer dos Santos diz:

    Istambul, cidade sedutora, encantadora, limpa e colorida! Adorei. Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. Maria Beatriz Belo diz:

    Cada vez tenho mais vontade de visitar Istambul.
    Que tal organizarem uma viagem para a mostrarem aos desgraçados a quem andam a aguçar o apetite há tanto tempo…

  8. zé cunha diz:

    olá manela.adorei as vossas fotos e textos.adoro ir de vez em quando até ISTAMBUL,que é uma bela e linda cidade.uma cidade de contrastes como há poucas no mundo e onde toda a gente convive sem problemas.a não perder.um abraço

  9. istambul5dias diz:

    Ora aqui está uma boa ideia! É caso para irmos pensando nisso! A cidade vale mesmo a pena …

  10. istambul5dias diz:

    Sendo tu um apreciador de jazz, espreita o último post. Foi a segunda vez que fomos ao Nardis Jazz Club e gostámos muito. Abraços

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