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E as mesquitas?

Quarta-feira, 15 de Dezembro, 2010

Impossível falar de Istambul sem falar nas mesquitas. Não fazemos ideia de quantas existem na cidade, mas quando os muezin chamam para a oração, imaginamos centenas de minaretes de onde partem os apelos. Não conseguimos distinguir os sons originais dos respectivos ecos e, assim, continuamos sem saber quantas mesquitas Istambul tem. Visitámos alguns destes lugares onde os passos humanos não se ouvem porque os pés descalços sobre os tapetes não dão sinais, nem deixam pegadas.

Deixemos as mesquitas imperiais para outra altura porque a “Pequena Hagia Sofia” (Küçuk Ayasofya Camii) revelou-se um lugar particularmente especial: originalmente foi uma igreja ortodoxa – a Igreja de S. Sérgio e S. Baco – que foi transformada em mesquita durante o império otomano no século XVI. Da original construção (527-536) restam as inscrições gregas que perpetuam os nomes de Justiniano, da sua mulher Teodora e de S. Sérgio, patrono dos soldados romanos

Nesta mesquita que fica a cerca de 15 minutos da grande Mesquita Azul e de Hagia Sofia e a pouca distância do mar de Mármara o que nos impressionou foi o silêncio, a serenidade, a cor, o cruzamento de linhas e arcos e o jogo de luzes e sombras.

Pelas grades de uma janela, vislumbrámos um pequeno cemitério muçulmano. É aí que se encontra o túmulo do fundador da mesquita, Hüseyin Ağa.

Perdemo-nos na nave central a olhar o tecto e as galerias e a apreciar as luminárias e os azulejos. Mas acabámos presos por recantos, aberturas nas paredes, degraus gastos por tanto uso, pormenores dos rendilhados em pedra e até por um rosário pousado no chão.

Antes de sairmos, cumprimentámos com um breve aceno de cabeça o íman, a única pessoa presente enquanto estivemos na mesquita.

No exterior da mesquita há um pequeno jardim com uma fonte para as abluções e várias pequenas lojas. Algumas fotografias e breves comentários mostram alguns espaços e elementos da mesquita que foi outrora um dos mais importantes centros do império otomano.
A ver já a seguir.

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